OBESIDADE:UMA EPIDEMIA GLOBAL
Susy Oliveira »
Artigos
02 Dez 2008 | 5:40
A obesidade é atualmente um dos mais graves problemas de saúde pública. Sua prevalência vem crescendo acentuadamente nas últimas décadas, inclusive nos paÃses em desenvolvimento, o que levou a doença à condição de epidemia global.
Em 1997, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já classificava o aumento do sobrepeso e da obesidade como epidemia. Em muitos paÃses, mais da metade da população apresenta algum grau de excesso de peso. A epidemia é global, atingindo não somente paÃses desenvolvidos, mas também os que estão em desenvolvimento.
No Brasil, 40% dos adultos apresentam excesso de peso (IMC maior que 25Kg/m2) e hoje quase não há diferença entre os indivÃduos que vivem na cidade ou os que vivem no campo.
A obesidade é causada por um desequilÃbrio entre as calorias que são consumidas sob a forma de alimentos e as calorias que são gastas pelo indivÃduo para o organismo funcionar, mesmo em repouso, realizar as atividades fÃsicas e digerir os alimentos consumidos. O excesso de calorias (resultante de um balanço positivo entre o que é consumido e o que é gasto) é depositado no organismo. Boa parte desse depósito se faz sob a forma de gordura, e quanto mais se deposita, mais obeso é o indivÃduo. Dessa maneira, a pessoa pode ser obesa porque:
1. come exageradamente e/ou
2. gasta poucas calorias e/ou
2. tem mais facilidade de produzir gordura quando o balanço calórico é positivo e/ou
4. “queima” gorduras com menor facilidade.
São propensos à obesidade aqueles indivÃduos que apresentam uma tendência genética a ser obesos ou quando, mesmo sem tendência genética, exageram na quantidade de alimentos ingeridos (particularmente os alimentos gordurosos) ou levam uma vida muita sedentária.
Os indivÃduos obesos apresentam-se com maior quantidade de tecido gorduroso pelo organismo e essa deposição de gordura é variável de pessoa para pessoa. De uma forma geral, existem dois tipos básicos de distribuição de gordura:
1. Na região subcutânea (abaixo da pele), particularmente da cintura para baixo, é chamada de obesidade ginóide (porque acomete mais as mulheres) ou obesidade em pêra (pela forma) ou obesidade subcutânea;
2. E no abdômen, entre as vÃsceras, é chamada de obesidade andróide (porque acomete mais os homens) ou obesidade em maçã (pela forma) ou obesidade visceral.
Naturalmente há grandes variações entre esse dois tipos de distribuição de gordura pelo corpo e há indivÃduos com os dois tipos de obesidade.
Se o indivÃduo com obesidade não se tratar, ele tende a engordar cada vez mais. Como obesidade é fator de risco indiscutÃvel para várias doenças - diabetes mellitus, hipertensão arterial, alteração nos nÃveis de triglicérides e colesterol, infarto do miocárdio, derrame cerebral, tromboses, problemas ortopédicos e dermatológicos e diversos tipos de câncer – a manutenção da obesidade ou o seu agravamento faz com que o indivÃduo se torne cada vez mais suscetÃvel a doenças graves e morte precoce.
Obesidade é hoje considerada doença crônica com prognóstico de qualidade de vida comprometida, por vezes seriamente e, portanto, deve ser tratada.
Diante desse quadro, nada mais lógico do que o combate ao excesso de peso. Mudanças no estilo de vida e no comportamento alimentar são essenciais no tratamento da obesidade.
A escolha de uma alimentação saudável com o consumo de frutas, verduras, legumes, carnes magras, restrição a ingestão de alimentos ricos em açúcar e gorduras, além de iniciar a prática de atividade fÃsica irá contribuir para a diminuição de peso ou evitará o ganho excessivo dele.
Ms. Susy Souto de Oliveira – Nutricionista – Mestre em Ciências da Nutrição – Professora da disciplina de Nutrição e Dietética - FACENE










