Parabéns mulher: 30 de abril dia nacional da mulher
Mônica Dias Palitot »
Artigos
28 Abr 2008 | 4:40
O Dia Internacional da Mulher foi criado no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, em homenagem as 130 mulheres que morreram em Nova York em uma fábrica de tecidos no ano de 1857, ao reivindicarem melhores condições de trabalho. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
O objetivo maior da criação desta data não é apenas comemorar, mas, sobretudo conscientizar. Na maioria dos paÃses, são realizadas conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher.   Â
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Seguindo as trilhas da história temos a oficialização do Dia Nacional da Mulher que foi sancionado pelo último Presidente militar João Batista Figueiredo, pela Lei 6 791/80, passando a ser comemorado no dia 30 de abril, data de nascimento de uma brasileira ilustre, mas ainda desconhecido para a maioria: Jerônima Mesquita. Nascida em Leopoldina (MG), em 30/4/1880.
Jerônima foi ainda moça, concluir seus estudos na Europa e ao retornar trouxe consigo a vivência em outro estilo de vida, bem diferente da sociedade preconceituosa imposta à s mulheres no Brasil. Diante desta realidade Jerônima se uniu a um grupo de mulheres e fundou o Conselho Nacional das Mulheres. Entre as conquistas alcançadas por esta mulher e suas companheiras estão: o direito ao voto; a fundação da Pró-Matre, hospital beneficente que tinha por objetivo acolher gestantes pobres; fundou, também, a Associação Cruz Verde que lutou contra a fome, a febre amarela e a varÃola no inÃcio do século XX.
Tem sido a partir de muitas lutas que tabus foram derrubados, obstáculos foram vencidos e a ocupação dos espaços foi iniciada, e ao analisarmos o comportamento da força de trabalho no Brasil no último quarto de século veremos que chama atenção o crescimento da participação feminina. Segundo dados da Fundação Carlos Chagas a força e a persistência do crescimento da participação feminina tem sido intensa, com aumento de 25 milhões de trabalhadoras entre 1976 e 2002.
Em 1976, 28 em cada 100 mulheres trabalhavam atualmente metade delas estão trabalhando ou procurando trabalho, assim as mulheres tem desempenhado um papel muito mais relevante do que os homens na composição da população economicamente ativa.
Apesar de todas as conquistas se faz necessário implantar polÃticas de incentivo e campanhas de conscientização para a solução de barreiras ainda existentes e que não podem ser ignoradas, pois, paradoxalmente a estes avanços as mulheres seguem à s voltas com os mais variados tipos de violência: no lar, no trabalho e na sociedade, sendo vÃtimas, na maioria das vezes silenciosas e indefesas, de agressões fÃsicas, sexuais e psicológicas de todos os tipos e intensidades.
E de outras tantas formas de violência, bem mais sutis, embora não menos perversas, como a desvalorização no mercado de trabalho (recebendo salários sempre menores do que os homens que exercem as mesmas funções), as dificuldades de ascensão a postos de comando (nas empresas e na polÃtica) e a dupla jornada, entre outras tantas.
Portanto, a história de lutas e conquistas de inúmeras mulheres, muitas delas mártires de seu ideal, no decorrer de quase dois séculos, leva a humanidade a reconhecer que ela buscou e conquistou seu lugar, mais que isso, assegurou seu direito à cidadania, legitimando seu papel enquanto agente transformador. Entretanto, torna-se essencial o desenvolvimento de propostas que contribuam com o crescimento equilibrado dos gêneros no sentido da construção de uma sociedade mais igualitária neste século XXI.
Mônica Palitot
Psicóloga
Docente FACENE/FAMENE










